quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Joaninha que perdeu as bolinhas

6 de abril de 2013 às 01:58

Em um lindo jardim, cheio de flores, morava Jojô.
Jojô nasceu como todas as outras joaninhas, vermelha de bolinhas pretas.
Porém as asinhas de Jojô não cresceram, ficaram pequenininhas, curtinhas mesmo.
Por isso Jojô não conseguia voar rápido como as outras e, apesar do seu esforço para acompanhar as colegas, sempre ficava para trás, então bolinhas das joaninhas mais velozes acabavam grudando nela .
E ela ficava toda manchada e sozinha…
Triste, JoJô parou de voar, andava pelos cantos, escondida entre as flores, tinha vergonha… Tinha vergonha das suas asinhas curtas e não gostava de levar boladas das outras.Era muito constrangedor e como ela não tinha limpador de para brisa, acabava trombando nas coisas.
Um dia, cansada e triste desistiu de voar de uma vez por todas e passou a conviver só com os tatu-bolinhas, lá em baixo, na terra.
Certo dia, dormindo de baixo de numa folha e sonhando com o céu azul, foi acordado por um barulho alto não muito longe dali: ZUMMMMMM!
O que seria aquilo, um besouro gigante ou alguma libélula nova no jardim? Não, era muito rápido até mesmo para uma libélula! De repente ZUUUUUUUM, novamente um facho de luz vermelha passou por ela! Era tão veloz que ela só ela, acostumada a observar as coisas lá de baixo, tinha notado.
Curiosa, Jojô, tomou coragem, subiu no girassol mais alto que encontrou e ficou esperando o tal risco vermelho cortar o céu novamente!
Lá vinha ela, a veloz cor vermelha, que linda!
Empolgada, Jojô abriu as asinhas e começou a bater palmas! Quando, de repente,a manchinha a agarrou e, pela primeira vez em muito tempo, Jojô estava de volta no ar, voando, de mãos dadas com aquela veloz mancha vermelha.
Que delícia! Como era boa voar, Jojô tinha quase se esquecido de como era lindo o jardim lá do alto.
Eu disse mancha? Não, não, pelamordedeus, não era uma mancha, nem um besouro , muito menos uma libélula, era Nininha, uma joaninha que voava tão rápido, mas tão rápido, que há anos perdera todas as bolinhas!
As duas ficaram amigas e começaram a voar juntas e a dar muitas gargalhadas, enquanto as outras joaninhas ficavam marvilhadas com as performances radicais das duas, um verdadeiro espetáculo aéreo de deixar até a esquadrilha da fumaça no chinelo!
E assim, de mão dadas, descobriram o que cada uma era capaz de fazer e que, apesar das diferenças, o vôo delas era perfeito. Nininha já não mais perdia as bolinhas e nem Jojô se manchava inteira, cada uma, do seu jeito, poderia sempre ajudar a outra a voar mais rápido ou mais devagar, como fosse preciso.
Mas, o mais importante foi perceber que quando não estavam juntas, cada uma era do seu jeito, preta ou vermelha, devagar ou rápida, elas eram felizes!Não importava mais a cor ou a habilidade de cada uma, não tinham motivos para se envergonhar, afinal de contas, cada criatura desse mundão é única. Ninguém é, ou precisa ser igual, ao outro.
Basta ser amigo, ajudar e ser feliz, do jeito que for.
Jojô e Nininha descobriram assim que eram perfeitas, como todas as criaturas de Deus!


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